Tinkle lança livro sobre Comunicação Digital

Novembro marca o lançamento da nossa primeira publicação sobre comunicação digital. A obra ”Sentido Social – a comunicação e o senso comum na era da Internet Social” partilha o know-how adquirido na gestão da comunicação digital dos vários clientes da empresa, elucidando para as melhores práticas de promoção da presença online.

Editado pela Plátano Editora e escrito pelos profissionais da Tinkle, o novo livro é um manual com reflexões dos autores sobre a comunicação digital, associadas aos diferentes casos reais enfrentados. A autoria da obra deve-se a Javier Curtichs, (Conselheiro Delegado da Tinkle), Sandra Antunes (Directora Geral da Tinkle Portugal), António Toca (Experto em Social Media e Content Curator) e conta com a importante colaboração de Miguel Lambertini, (Director de Social Media Tinkle Portugal) e Bruno Beaumont (Community Manager Tinkle Portugal). O livro inclui ainda um prefácio de Filipe Carrera, especialista em marketing digital, professor universitário e autor de livros sobre esta temática (‘Marketing Digital’ e ‘Networking’).

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Prova: Oral radio


A socialização das pesquisas e como influenciará os SEO

Social Searh ranks

O cenário actual dos motores de pesquisa, das páginas de resultados e da ordem pela qual aparecem os dados pode mudar radicalmente em pouco tempo. Isto é, onde antes o SEO tinha em conta variáveis mais ou menos definidas no tempo (os KPIs) para definir estratégias de posicionamento, sempre em busca do Santo Graal da primeira posição (o que no momento da verdade é estendido ao compromisso entre o esforço e o investimento que, em muitos casos, dá como válida uma terceira posição na primeira página de resultados), vai agora evoluir para um conceito mais complexo, mas mais social.

A socialização de pesquisas já se encontra a funcionar. O nosso perfil no Google permite a ligação com diversas plataformas de redes sociais: as nossas contas de Twitter, Facebook, Flickr… Ou seja, podemos influenciar o nosso gráfico social para mostrar os conteúdos que partilhamos, nas páginas de resultados das pesquisas. Que impacto isto tem? A priori, implicações sensacionais e com oportunidades muito interessantes: consideremos a nossa capacidade de influência aquando da escalada para posições mais altas no motor de pesquisa.

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Derrubar as barreiras entre o cidadão e os meios de comunicação social

Vivemos numa época de mudanças. Esta poderá ser a frase mais repetida ao longo da História, materializada de inúmeras formas, mas transmitindo sempre a mesma mensagem: o tempo presente vive-se de forma intensa, por vezes de modo caótico e sempre numa conjuntura de incerteza. Qualquer época passada foi melhor do que a actual, precisamente por que já passou e está resolvido. Talvez estejamos, actualmente, a assistir a um fenómeno que me parece particularmente atractivo: hoje, o presente é mais imediato que ontem.

Antes de qualquer sucesso de relativa importância em algum ponto geográfico ou em qualquer sociedade, a velocidade a que se sucede a informação chega a ser realmente impressionante. Dispomos de informação em excesso, seja em velocidade ou em quantidade, eu diria, de acordo com o contexto. E se nos referirmos apenas aos meios de comunicação tradicionais, vemos como a informação chega a cada um de nós em apenas horas, desde que se produz. O que era actual no século XX era mais imediato do que no século XIX e este muitíssimo mais imediato do que era actual no século XVI. Contudo, aquilo que é actual no século XXI é ainda mais íntimo e estreito que no século passado, graças ao Twitter, ao Facebook, ao YouTube… podemos assistir em directo a qualquer evento, catástrofe ou acontecimento ao minuto.

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Alex de la Iglesia e a Lei Sinde, o dilema do prisioneiro e o sentido comum num consumo de cinema mais social

Há mais de dois anos que se proclama que os profissionais do cinema espanhol não conheciam o dilema do prisioneiro, e desta forma não estavam a acompanhar as mudanças que estavam a ocorrer no modo como os espectadores queriam consumir cinema. Estava enganado. Agora sei que há alguém que entende. Alex de la Iglesia viveu na íntegra o dilema do prisioneiro desde que decidiu falar e entender por que havia gente que não entendia a Lei Sinde.

(…) a estratégia a ser seguida por dois dos prisioneiros que foram detidos para obter um melhor tratamento por parte da polícia, de acordo com algumas suposições. Como os presos estão separados e isolados devem decidir o que fazer, pensando no que o outro vai fazer (ver gráfico de opções e resultados). Tendo isto em conta, é normal que o sentido comum faça enfrentar o seu colega e revele como o tratamento da polícia é o melhor. E se ambos fazem os mesmo? Acontece que, na melhor das hipóteses, o resultado é o pior possível. O que fazer então? Não traia o outro prisioneiro, porque assim terá um castigo minimizado. Isto é, escolher a opção que, à primeira vista, não parece a melhor.

O diálogo estabelecido com a outra parte passou do desenvolvimento de um discurso intransigente sobre a conveniência da lei, para o entendimento de que o objectivo da lei não era a imposição. Pelo contrário, era a procura de uma vitória para ambos os lados em conflito: cineastas e espectadores. Ou seja, aprender a saber escutar. Exactamente igual ao benefício aplicado ao dilema do prisioneiro, por exemplo, o equilíbrio de Nash. Foi quando Alex de la Iglesia entendeu que o sentido comum não estava a ser usado.

Na teoria dos jogos este equilíbrio define-se como um modo de obter uma estratégia óptima para jogos que envolvam dois ou mais jogadores. Se houver um conjunto de estratégias das quais nenhum jogador beneficie, alterando eles próprios as suas estratégias, então esse conjunto de estratégias e os ganhos correspondentes constituem um equilíbrio de Nash. (…) O melhor resultado não é produto do que cada um faz por si próprio no grupo, a opção correcta ou a que possibilitaria melhor resultado seria produto do que cada um dos membros do grupo fizesse para si mesmo e também para o grupo. Isto é, colaborar.

Desde que aderiu ao Twitter que começou a aplicar o Sentido Social puro (acrescentando racionalidade e mentalidade aberta), aprovado no seu último discurso como presidente no dia da entrega dos prémios Goya. Procurou na reacção da Academia o despertar e o entendimento de não há uma única solução.

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