Facebook cria mapas de zonas catastróficas para ONGs

Nos últimos anos conseguimos tirar conclusões importantes no que se refere ao ecossistema no qual se converteu o Facebook. Em primeiro lugar, a empresa tem como objetivo: que o utilizador passe a maior parte do tempo  envolvido na sua página, e que a plataforma seja o mais interessante possível para as marcas e empresas.

Em segundo lugar, através do seu fundador, Mark Zuckerberg, ou através da empresa, vimos passos conscientes para objetivos sociais e humanitários. O último a chegar à rede social: criar mapas das catástrofes naturais para ajudar a coordenação das organizações.

Facebook como ferramenta para desastres e ataques terroristas

Já em 2014, o Facebook adicionou uma ferramenta muito interessante para situações de crise, por exemplo, por catástrofes naturais ou ataques terroristas. Seguramente viu algum amigo ou familiar que atualizou o seu estado através da rede social depois de alguma destas graves situações.

A premissa da ferramenta é simples: uma aplicação muito básica que permite dar a conhecer através do seu perfil do Facebook que se encontra bem apesar de estar perto da zona na qual aconteceu o incidente em questão. Funciona através da geolocalização e automaticamente solicita ao utilizador verificar o seu estado. Ainda não está longe o tempo que quando acontecia uma situação destas as pessoas passavam horas ao telefone para verificar se os seus entes queridos se encontravam bem (sem mencionar a altura em que os smartphones ainda não eram populares).

Além disso, a 14 de Junho anunciaram algumas atualizações que permitem a recolha fundos a partir da própria aplicação Safety Check, para as vítimas e países atingidos pela catástrofe.

Mapas de desastres para organizações humanitárias

Um salto maior é a verificação de estados através da Safety Check, assim como outros dados recolhidos pela rede social e os smartphones dos utilizadores, que servem para  criar mapas nas zonas de desastre. Estes mapas e dados em geral estão ao serviço das organizações humanitárias para que possam tirar o maior benefício para fazer frente a estas crises humanitárias.

Em concreto, o Facebook anunciou que trabalhará com a UNICEF, a Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e a Meia-lua Vermelha, assim como com o Programa Mundial de Alimentos, uma organização dependente das Nações Unidas.

Alguns dos dados propostos são aqueles que servirão para criar mapas que assinalem os movimentos populacionais: primeiro que abandonam as zonas de risco e que chegada a calma voltam à região. Também estes dados podem servir para analisar os movimentos dessa população pela própria área da catástrofe.

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