Social Media: a idade de ouro

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Quando começaram a aparecer as plataformas que hoje denominamos de Social Media, estávamos perante uma grande oportunidade. Era a primeira vez na história em que as pessoas conseguiam ter acesso direto a tantas outras pessoas. A primeira vez que uma marca podia estabelecer uma conversação direta com os clientes que assim o desejavam. Havia entusiasmo, medo, criatividade… e grandes recompensas ou castigos.

Anos mais tarde, tudo parece ter regressado à normalidade, ao controlável. As marcas consideram o social media um canal mais, que requer uma estratégia mais, através da qual se pode alcançar um determinado target . Esta é precisamente a queixa de Steve Catter.

Catter aponta o crescente aborrecimento que geram as redes, muitas vezes abarrotadas de informação irrelevante sobre gente que pouco conhecemos. Critica que nos tenhamos esquecido do que considera ser a essência desta ferramenta: construir uma imagem de marca com paixão e ao longo do tempo. Empregá-la para obter benefícios medíocres a curto prazo não faz mais que destrui-la. Pelo contrário, deveríamos usá-la  para satisfazer as necessidades dos nossos interlocutores com criatividade e com os olhos postos nos nossos próprios interesses.

Outros críticos, como Alfred Hermida, já apontam há algum tempo que este é o curso normal dos acontecimentos para cada revolução nas comunicações. Do mesmo modo que já ninguém se maravilha com as tecnologias que tornaram possíveis o telefone ou a televisão, o Social Media começa a ser algo absolutamente  normal para cada vez mais pessoas; sobretudo para que cresce com ele.

Como profissionais do marketing, podemos estabelecer um paralelismo entre o impacto que o excesso de publicidade tem na audiência de um canal de televisão e o da publicidade no social media. A diferença é a facilidade em contaminar com conteúdo comercial indesejado o canal que nos une aos nossos potenciais clientes.

A idade de ouro

 

O Social Media não vai resolver os problemas de uma marca nem é a solução para todas as necessidades de marketing. O momento em que assim se pensava já passou. No entanto, com mais especialistas no terreno, com um público acostumado a usar as plataformas sociais e com expectativas muito mais concretas, o mercado simplesmente está a amadurecer.

Já não é fácil implementar um viral, nem construir uma grande audiência em apenas uma semana. Mas os benefícios do diálogo diário com a nossa audiência, do trabalho baseado numa estratégia e do valor necessário para ser criativo não vão desaparecer. Pelo contrário, uma vez passada a turbulência do oeste selvagem do social media, resta esperar uma idade de ouro na qual os criativos e os profissionais façam deste novo canal uma fonte de eficácia e porque não também de originalidade.

Via | Wallblog

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