Apps e conteúdos de qualidade são o futuro dos meios de comunicação

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Segundo Ken Doctor, o reputado analista de meios de Nieman Lab, os meios de comunicação que procuram novos leitores devem centrar os seus esforços nos millennials, nas aplicações móveis, reforçando os seus laços com a comunidade. As suas ideias, bem resumidas neste post do Instituto Poynter, são interessantes num ambiente de mudança, onde a publicidade nos meios tradicionais continua em declínio.

Chamo particular atenção para a secção sobre qualidade versus quantidade, que analisa o tipo de conteúdos que um meio deveria oferecer através das suas plataformas, de forma a ser rentável e competitivo. Segundo o autor, os meios de comunicação deverão abandonar a cultura obsessiva do click, deixar de prestar atenção unicamente às páginas vistas e aos utilizadores únicos, concentrando-se em oferecer conteúdo pelo qual os indivíduos estão realmente dispostos a pagar.

Investir na criação de melhores conteúdos é a única maneira de atrair subscritores leais. A app do The Economist é um bom exemplo da estratégia que recomenda Ken Doctor. Aproveitar a importância crescente do móvel para gerar benefícios. Um passo que a Google ou o Facebook deram com sucesso, mas que a indústria editorial permanece resistente.

Outra das vantagens de investir em apps reside na aprendizagem sobre os hábitos e preferências dos leitores. Conhecer mais profundamente a comunidade é o primeiro passo para escrever notícias de melhor qualidade e conteúdos mais adequados às especificidades de cada audiência.

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