Instagram: contra a tirania do algoritmo, criar melhores conteúdos

Instagram: contra la tiranía del algoritmo, crear mejores contenidos

O Instagram vai abraçar o algoritmo característico do Facebook como anunciado e assim entrar no negócio do conteúdo. Desde que as taxas de interação caíram em cerca 40% o ano passado, o Instagram tem vindo a trabalhar para que o seu ecossistema favoreça a participação dos utilizadores, e que acima de tudo privilegie a rentabilidade publicitária das marcas. Como consequência, estas mudanças fá-los-ão crescer e ser mais competitivos em comparação com as outras plataformas.

O efeito imediato da ordenação de posts segundo o novo algoritmo implicou um decréscimo notável das visitas e uma nuvem de setas a pedir aos utilizadores que ativem as notificações dos seus perfis favoritos para que possam receber as atualizações sem depender daquilo que o Instagram as considere relevantes.

Evidentemente, não se trata de uma solução a médio e longo prazo. A nova paisagem, em conjunto com as taxas de interação continuamente a decrescer, poderão eventualmente obrigar o anunciante a estas soluções artesanais ou a pagar para ter “voz”, mas em todo o caso irá também impulsionar a criação de conteúdos de maior qualidade de forma a conseguirem continuar a alcançar os utilizadores. E isto é seguramente uma boa notícia para os utilizadores e para as próprias marcas.

Alex Fitzpatrick explica e analisa bem num artigo para a Time.

“Outros utilizadores, eu inclusive, vão abraçar o novo Instagram. O Instagram é já a minha rede social favorita, porque é um riacho calmante em comparação com os rápidos furiosos do Twitter. Mas eu não vejo o meu feed mais do que um par de vezes ao dia. O Instagram argumenta que o utilizador perde em média 70% das fotos dos seus amigos e isto parece-me verdade. Isso é lamentável. Eu preferiria ver todas as publicações dos meus amigos, mesmo fora de ordem, ao invés de perdê-las completamente. Isso é o que algoritmo do site promete.”

Quando o Facebook abandonou a ordenação cronológica dos conteúdos em 2009, os seus seguidores reagiram do mesmo modo que os do Instagram agora reagem. No entanto, com o tempo a sua comunidade foi aceitando as novas regras do jogo e não deixou de crescer, monopolizando grande parte do dinheiro publicitário. Não é estranho que o Instagram navegue no mesmo barco, pois deseja repetir com êxito a jogada. De momento, teremos que esperar para ver se o algoritmo muda finalmente, mas uma coisa é certa: O que atrai a audiência é o conteúdo interessante, um que nos leve a interagir.

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