Não pense em SEO sem ter em conta a experiência do utilizador

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De nada nos serve o SEO, se na altura de elaborar os nossos conteúdos não temos em conta a experiência dos utilizadores, as pessoas que virão até nós graças ao nosso trabalho de SEO. E mais, por muito dinheiro que invista no SEO não vai conseguir melhorar os seus resultados a longo prazo (ainda que consiga a curto prazo, mas até isso pode ser posto em causa), se não se preocupar também com as pessoas que irá atrair para o seu site.

Não é a primeira vez que falamos de um tema semelhante e, na verdade, essa satisfação do utilizador que vem à sua web através do Google ou outros motores de busca, é algo que destacamos como uma peça importante para conseguir que todo o trabalho que o SEO implica funcione de verdade. Não podemos pensar numa estratégia de conteúdos sem ter em conta o utilizador que os vai consumir, e da mesma maneira, não podemos pensar no SEO sem acorrer ao que o próprio utilizador procura, quando acede ao nosso site a partir de uma página de resultados.

SXO, Search eXperience Optimization

 

Inventou-se um novo termo, muito correto na minha opinião, que vem destacar a necessidade imperativa de nos conectarmos com o utilizador, com o nosso futuro cliente, para que se converta em mais um da nossa família.

SXO significa otimização da experiência de busca, e é mais uma categoria que deveriamos colocar em prática para os nossos conteúdos. Está bem explicado em Search Engine Land, mas já temos uma ideia do que temos de conseguir para otimizar em termos de SEO e SXO:

“Content is king!” é genial, mas dê algo mais

 

Content is king and distribution is queen“, “presença nas redes sociais“; potenciar “viral”; comunicação bidirecional… O que acontece na realidade é que o que pretende ser bidirecional não o é, porque os conteúdos são projetados para condicionar os utilizadores, e não para atender a procura imediata do próprio utilizador.

Fazer um conteúdo impecável e genial sobre um artigo, uma marca ou um serviço é bom, e provavelmente muito útil, contém informação, e fomos capazes de chegar a muitas pessoas através dos canais de distribuição habituais, mas estamos realmente a responder às perguntas ou a coincidir com o que procura o utilizador?

Colocámos uns exemplos simples com os quais podemos entender o que é a otimização da experiência de buscas:

  • Se alguém procura “CP” no Google, o que pode querer encontrar? Uma conexão, um bilhete, horários.
  • Se um utilizador procura “hotel em Tavira”, ou faz uma busca mais específica como “trip Tavira” estará à procura de habitação, comparar preços (sim, existem comparadores potentes, mas este é um mero exemplo).
  • Se procura um restaurante em concreto, pode querer ver a carta, saber se existe algum menu hoje, se existe alguma especialidade sazonal, a localização, se tem estacionamento…
  • Se procura um modelo concreto de algum dispositivo (smartphone, tablet, computador, acessório…) quererá saber as características e o preço quase com 100% de probabilidades.

Porque não dar mais ao utilizador do que apenas o que está a procura? Em vez disso, fazemos uma review ou uma análise em profundidade, dando detalhes que provavelmente o usuário já conhece, e deixamos para o final o que procurava, e é quando acontece o abandono do site.

Basta incluir mais um processo na tarefa de design dos conteúdos, e esse processo é colocar-nos na pele do utilizador e perguntar: “o que quero encontrar quando procuro com essas palavras que estou a tentar posicionar?“. Essa é a chave.

Foto | Hebi Fo

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