O sucesso da The Economist Expresso

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O seminário britânico The Economist lançou em novembro de 2015 o The Economist Expresso, um briefing informativo com cinco temas, disponíveis em email e também como aplicação para Android e iOS. Vários meses depois, sabemos pelas declarações do seu editor Tom Standage, que o projeto não correu nada mal. A aplicação foi descarregada cerca de 600.000 e teve picos semanais de 200.000 leitores.

Para entender o sucesso do produto convém ler as últimas palavras de Standage. Estas servem para tirar conclusões úteis sobre o papel das redações e o processo criativo nos meios agora que o jornalismo, marketing e novas oportunidades de negócio parecem estar mais próximos da população do que nunca.

Segundo Tom Standage, a chave é aproximar a redação e o departamento comercial. Saltar uma espécie de grande muralha da China, uma barreira difícil de ultrapassar em qualquer meio de comunicação e mais ainda no The Economist , um meio muito zeloso da sua política editorial. O The Economist Expresso revelou a fantástica oportunidade (e conveniência) de departamentos tão antagónicos e com interesses tão diferentes, unirem forças para criar novos produtos.

Tom Standage explica o problemática que supôs para a redação esta divisão de trabalho, quando a publicação decidiu apostar em conteúdos audiovisuais ou quando os jornalistas necessitaram integrar nas suas peças aspetos próprios do marketing ou de desenvolvimento como a medição em tempo real. Foi aí que se decidiu criar uma equipa mista, com jornalistas e programadores.

Desses primeiros passos nasce um ecossistema de sucesso que deu lugar ao The Economist Expresso e que Tom Standage considera ser a base dos projetos futuros. “Ficaria muito dececionado se não estivéssemos no mesmo edifício num prazo de cinco anos” – comenta.

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