O telemóvel está a mudar a nossa maneira de consumir informação

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A crescente popularidade das aplicações e serviços que fornecem notícias através dos dispositivos móveis mudaram o modo como consumimos informação. Paralelamente, também está a mudar o tipo de informação que gostamos de consumir e as formas de a conseguir. Tem sido uma tendência nos últimos anos e continuará a ser em 2014 segundo um recente estudo da Universidade de Oxford.

O estudo analisa o consumo de informação na Alemanha, França, Reino Unido, Estados unidos, Itália, Espanha, Brasil, Dinamarca, Finlândia e Japão. Com a apuração dos dados, chegou-se a algumas conclusões: queremos informação no telemóvel, usamos apps para a conseguir e partilhamos cada vez mais nas redes sociais.

Um cenário é claro, precisamos de informação de uma forma constante e em qualquer lugar. 37% dos inquiridos lê conteúdo informativo no seu smartphone ou tablet, mais 4% do que no ano passado. No caso de Espanha, por exemplo, 44% dos inquiridos eram consumidores habituais de informação através do telemóvel, enquanto que 21% recorria com frequência no tablet. Houve um crescimento de 9% e 8%, comparativamente às estatísticas do ano passado.

Ligado a este fenómeno está a ocorrer outro facto curioso: os leitores obtêm o seu produto utilizando cada vez menos as fontes. 37% dos consultados informam-se só através de uma fonte, o que sugere uma forte penetração de apenas algumas apps mais populares. A BBC no Reino Unido, que sempre mostrou um interesse estratégico em fabricar a melhor aplicação possível, é o caso paradigmático desta tendência.

Também chama à atenção a crescente popularidade do jornalismo audiovisual. Queremos cada vez mais fotos, vídeos, infografias, gráficos interativos ou gifs. A tendência é mais apontada nos países mediterrâneos da Europa como Espanha ou Itália, bem como nos Estados Unidos ou Brasil.

Por último, vale a pena dar uma olhadela aos meios que entenderam melhor esta mudança de cenário. O Huffington Post, com 11 edições em todo o mundo, a Buzzfeed ou o Upworthy  estão com efeito a saber cativar um público jovem e é mais propenso a partilhar nas suas redes a informação recebida nos telemóveis.

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