Será o Google o centro do mundo online?

O Google passou anos a deter a atenção do mundo online como o Santo Graal que permite fazer negócio, ganhar dinheiro e posicionar o nosso negócio no cume da montanha. Foi um processo longo e muitos passaram pela montanha russa que é dedicar-se ao SEO, viver o revés de uma mudança no algoritmo, voltar a comprometer-se com o novo SEO… e assim continuamente. A verdade é que sempre nos venderam que aparecer na primeira página de resultados do Google é o objetivo final das nossas estratégias.

Hoje em dia, já não é bem assim. Pelo menos não o é no sentido absoluto. Simplesmente porque existem as redes sociais. As redes sociais podem trazer mais benefícios à empresa do que o posicionamento do Google… e apesar de parecer um mau anúncio, é de facto a realidade. O que procura com o seu negócio? A quantos mais clientes chegar, melhor, para vender? E se chegar através das redes sociais? Precisamos realmente do Google?

O caso BuzzFeed

 

A BuzzFeed sofreu, em tempos, uma forte penalização por parte do Google, devido a um erro do próprio motor de busca, que fez com que o tráfego dessa fonte se obstruísse significativamente. O Google tinha interpretado mal um widget que utilizavam na BuzzFeed e penalizou-os ao confundir esse código com malware.

Como consequência da penalização do Google, a BuzzFeed centrou os seus esforços na componente meramente social, ao invés de tentar adequar a sua estratégia às novas exigências do Google.

Enquanto se chegava à conclusão de que realmente tinha sifo um erro da Google, a BuzzFeed dedicou-se arduamente à gestão da sua presença nas redes sociais, procurando obter novos clientes unicamente através da relação com a comunidade. Atualmente, estima-se que 75% dos visitantes da BuzzFeed são provenientes das redes sociais. Concluiu-se que a BuzzFeed não precisa do Google.

O que podemos aprender deste caso

 

primeiro ponto de aprendizagem desta história é que não pode colocar todos os ovos na mesma cesta. É provável que, ao se centrar demasiado no SEO, a empresa poderá estar a atrasar o crescimento através das redes sociais. A tendência parece inclinar-se para o lado das redes sociais: se estas têm milhões de seguidores, likesretweets, favoritos, etc. sobre os conteúdos nas RRSS, é provável que o Google as tenha muito em conta… e que esse seja o caminho que deva seguir o gigante dos motores de busca.

segunda aprendizagem é que, de uma vez por todas, devemos ser conscientes de que o SEO não é o único caminho. Temos que fazer conteúdos de qualidade, pensando em quem os vai receber e onde se encontram neste momento. Temos de programar o chip de forma a pensar no Google como o lugar onde posicionamos os nossos conteúdos de forma natural e nas redes sociais como o lugar onde estão os nossos clientes e onde podemos faze-los “mexer”.

terceira linha de aprendizagem é que muitos conteúdos não são pesquisáveis. Existem conteúdos que são naturalmente oriundos das redes sociais e que por norma não são termos ou temas que as pessoas colocam no Google. Exemplos disto são os vários vídeos temáticos engraçados que são massivamente difundidos nas redes sociais. É um conteúdo que se difunde naturalmente, sendo que as redes sociais são o seu melhor veículo.

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